| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Motacillidae |
| Horsfield, 1821 | |
| Espécie: | A. chii |
O caminheiro-zumbidor é uma ave da ordem Passeriformes, da família Motacillidae.
O caminheiro-zumbidor pertence a um grupo de aves cuja origem evolutiva está nos campos do hemisfério Norte. Algumas espécies colonizaram a América do Sul, basicamente ocupando a Cordilheira dos Andes e o sul do continente. No Brasil, ocorrem cinco espécies. Na região tropical do país, somente esse caminheiro, aparecendo em todos os ambientes abertos fora da Floresta Amazônica. Ver página do gênero Anthus. O caminheiro-zumbidor apresenta os seguintes nomes populares: corredeira, sombrio, codorninha-do-campo (São Paulo), foguetinho, peruinho-do-campo, peruzinho e martelinha (Minas Gerais), canário-rasteiro (Ceará).
Seu nome científico significa: do (latim) anthus = pequeno pássaro que habitava pastagens mencionado por Plínio, provavelmente (Motoacilla flava); e do (latim) lutescens, luteo = amarelado, amarelo açafrão. ⇒ Pequeno pássaro amarelado das pastagens.
A plumagem é uma mescla de rajados e bolas cinza escuras contra um fundo claro. Na barriga, um pouco mais amarelada, sem as cores escuras. A silhueta é de uma ave longilínea, acentuada pelo bico fino e a longa cauda. Pernas longas, finas e alaranjadas ou amareladas.
Sempre que canta, para de voar e cai alguns metros com as asas entreabertas. Em seguida, torna a bater asas para ganhar altura e canta novamente. As pernas são mantidas para baixo e as penas da cauda entreabertas, mostrando as penas laterais brancas. O canto é uma nota zumbida longa, aguda, acelerada, ficando ainda mais aguda no final (origem do nome foguetinho). É mais fácil escutá-lo do que encontrá-lo, especialmente quando pousa no meio dos capins baixos. Mede cerca de 13 cm.
Possui três subespécies:
Caça invertebrados em características corridas entre o capim baixo e no solo. Quando escasseia o alimento de origem animal, no inverno por exemplo, ingere sementes.
Os machos, no período reprodutivo (julho a setembro), levantam voo a qualquer hora e emitem o canto característico. Podem ficar a poucos metros do solo ou a grande altura.
Constrói um ninho de capins sobre o chão e embaixo de uma touceira. Ovos brancos com denso salpicado de marrom ou cinza.
É comum em campos, beiras de lagos, rios e pântanos. É de difícil observação, tanto por suas cores, como pelo hábito de preferir afastar-se caminhando a voar. Também agacha-se no meio dos capins e camufla-se bem com o entorno. Anda e corre rente ao solo, empoleirando-se pouco e evitando voar. Quando perseguido agacha-se no solo, ocultando-se atrás de um monte de terra ou do capim.
Expandiu-se com a ocupação agrícola e de pastoreio, tendo se adaptado a cidades com gramados extensos. Em Caraguatatuba-SP é possível observá-la nas faixas de areia ocupadas por gramíneas de algumas praias.
Migra após a época da reprodução e não canta durante a migração.
A espécie é migratória no sul da distribuição geográfica. Presente em todo o Brasil nas regiões campestres quentes, estando ausente de áreas densamente florestadas, como alguns locais da Amazônia. Encontrado também no Panamá e em quase todos os demais países da América do Sul, com exceção do Equador.